O professor Adilson de Paula Almeida Aguiar trabalhou pela segunda vez, em 2021, nas Fazendas Santa Mônica e Santa Terezinha, localizadas no município de São João da Ponte (MG). A visita aconteceu entre os dias 29 de março e 01 de abril de 2021 para o Grupo ARG, que tem sua sede em Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais.
“O Grupo ARG atua nas áreas de construção pesada e infraestrutura, agronegócio, óleo e gás, e comércio internacional. Na área do agronegócio investe nas atividades de bovinocultura e ovinocultura de corte e em piscicultura, com foco em produção e comercialização de carne gourmet; na seleção de equinos das raças Mangalarga Marchador e Quarto de Milha e na produção de soja”, destaca Aguiar.
Em setembro de 2019, o professor Adilson Aguiar realizou o primeiro trabalho na Fazenda Santa Mônica. O objetivo foi inventariar os recursos disponíveis nas pastagens de sequeiro e nos pivôs cultivados para a produção de silagens de milho e de capim-mombaça. Com base no inventário, o professor Adilson Aguiar emitiu um diagnóstico da situação atual e do potencial para um projeto de acordo com as metas definidas pelo grupo, o qual foi apresentado para os gestores do projeto.
Já na Fazenda Santa Terezinha o primeiro trabalho foi realizado entre 29 de julho a 1º de agosto de 2020, com a etapa de inventário de recursos para a emissão de diagnóstico e pela segunda e terceira vez entre 26 e 29 de agosto de 2020, 20 a 22 de janeiro de 2021 e agora, com a etapa de acompanhamento.
O segundo, o terceiro, o quarto, o quinto, o sexto, o sétimo e agora o oitavo trabalho (dias 26 a 28 de dezembro 2019; 20 a 23 de maio de 2020; 29 de julho a 1º de agosto de 2020; 26 a 29 de agosto de 2020; 29 e 30 de setembro de 2020; 20 a 22 de janeiro de 2021) na Fazenda Santa Mônica já fizeram parte da etapa de acompanhamento da execução do que foi planejado com base no diagnóstico.
Neste projeto, o professor Adilson Aguiar está orientando a escolha de espécies forrageiras, o estabelecimento de pastagens, o manejo do pastejo, o manejo e o controle de plantas infestantes e de pragas, a correção e adubação de solos das áreas de pastagens e para a produção de silagem.
"A área total da Fazenda Santa Mônica soma 8.239.8 ha, dos quais 5.989.8 ha são úteis. Da área útil, 3.400 ha são de pastagens extensivas em regime de sequeiro e 1.180 ha são irrigados por pivôs centrais para a produção de silagens de milho e capim-mombaça e soja grão. Até o dia 1º de abril tinham sido colhidos 431 ha de soja com produtividade média de 85,66 sacos/ha", afirma Adilson.
Na média do ano, o rebanho na Fazenda Santa Mônica é composto por 40.000 cabeças, mas no planejamento estratégico a meta é alcançar um rebanho de 70.000 cabeças. As pastagens só são exploradas no período chuvoso com fêmeas no final da gestação e no pós-parto. O restante das categorias animais fica confinadas o ano inteiro, e no período da seca todo o rebanho permanece confinado.
Na Fazenda Santa Terezinha, além dos cultivos de soja grão e milho para silagem (são 287 ha irrigados), tem um rebanho de 22.000 ovinos, dos quais, quase 7.000 ovelhas em reprodução, e 10 ha de tanques na piscicultura.
O projeto de pecuária de corte do Grupo ARG é voltado para atender o programa de carne gourmet da marca CaraPreta. Atualmente estão sendo abatidos 3.000 animais por mês dentro deste programa, mas no planejamento estratégico a meta é alcançar 4.000 animais por mês. A carne já está sendo comercializada em algumas das maiores redes de supermercados e atacadistas em vários estados e já começou a exportar para Hong Kong e em breve exportará para países do Oriente Médio. O grupo, que produz bovinos da raça Angus, foi o primeiro do Brasil a conquistar o selo do programa Angus Sustentabilidade, desenvolvido pela Associação Brasileira de Angus e auditado pela alemã Tüv Rheinland. O selo atesta a produção sustentável da fazenda à mesa.
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